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Calendário de Violência de Barueri

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 17 bairros 11.154 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 17 Bairros
1303ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 16 Bairros
845ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Março

até 17 Bairros
839ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Abril

até 16 Bairros
863ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Maio

até 17 Bairros
931ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Junho

até 16 Bairros
863ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Julho

até 17 Bairros
866ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Agosto

até 16 Bairros
939ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Setembro

até 16 Bairros
879ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Outubro

até 17 Bairros
984ocorrências
Incidência Relativa76%
Principal: Furto

Novembro

até 17 Bairros
938ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Dezembro

até 16 Bairros
904ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
22.2°C
14.2 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.7°C
14.6 crimes/dia
Queda no inverno
--3%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.7°C vs 22.2°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Barueri

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas11.154
Custo Médio M²Dados de até 17 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de segurança pública em Barueri revela um fenômeno contraintuitivo: a criminalidade não acompanha o fluxo sazonal de eventos festivos, mas sim uma dinâmica estrutural de mobilidade urbana. Embora o senso comum sugira que dezembro, com suas aglomerações, seria o ápice da violência, os dados apontam que janeiro, com 288 ocorrências, detém o maior volume anual. Esse pico inicial sugere que a desmobilização de operações especiais de final de ano, como a Operação Natalina, cria um vácuo de vigilância que é imediatamente explorado por criminosos oportunistas logo no primeiro mês do calendário.

A correlação entre furtos e a rotina da cidade é evidente, representando 1410 das 2685 ocorrências totais. Diferente de cidades litorâneas que sofrem com a sazonalidade turística, Barueri apresenta uma estabilidade preocupante nos furtos, que oscilam entre 97 e 159 casos mensais. Essa constância indica que o crime não é um evento episódico, mas uma variável fixa na economia local, possivelmente ligada à alta circulação de pessoas em polos comerciais e centros de transporte. A ausência de uma queda drástica nos meses de baixa temporada reforça a tese de que o crime é estrutural e não dependente de fluxos de visitantes.

Outro ponto de atenção é a inversão na tendência de lesões corporais e roubos. Enquanto os furtos mantêm um patamar elevado, as lesões corporais atingem picos em meses como abril, com 36 casos, e dezembro, com 31, sugerindo uma correlação com períodos de maior estresse social ou eventos específicos de final de semestre. Por outro lado, os roubos apresentam um comportamento mais errático, atingindo 30 casos em maio, o que pode estar associado a mudanças nas estratégias de policiamento ostensivo ou a ciclos de rotatividade de grupos criminosos na região.

A análise temporal dos últimos anos demonstra uma aceleração drástica na notificação de ocorrências, saltando de 18 casos em 2023 para 1255 em 2024 e 1310 em 2025. Esse crescimento exponencial não pode ser atribuído apenas a fatores demográficos, mas aponta para uma mudança na percepção de segurança ou na eficiência do registro de boletins. A estabilização observada em 2026, com 91 ocorrências, sugere uma possível subnotificação ou uma alteração metodológica na coleta de dados da Secretaria de Segurança Pública que exige cautela na interpretação comparativa.

Por fim, a baixa incidência de crimes violentos letais, como homicídios, em contraste com a alta frequência de furtos, define o perfil de risco em Barueri. O foco da inteligência urbana deve migrar da repressão a crimes de sangue para o monitoramento de áreas de grande aglomeração. A estratégia de segurança precisa ser redesenhada para antecipar os picos de janeiro, que se mostram como o período de maior vulnerabilidade sistêmica do município.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia