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Calendário de Violência de Caieiras

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 11 bairros 2.479 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 9 Bairros
268ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 9 Bairros
198ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Março

até 10 Bairros
227ocorrências
Incidência Relativa85%
Principal: Furto

Abril

até 11 Bairros
215ocorrências
Incidência Relativa80%
Principal: Furto

Maio

até 10 Bairros
219ocorrências
Incidência Relativa82%
Principal: Furto

Junho

até 10 Bairros
196ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Julho

até 11 Bairros
188ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Agosto

até 10 Bairros
181ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Furto

Setembro

até 10 Bairros
236ocorrências
Incidência Relativa88%
Principal: Furto

Outubro

até 9 Bairros
169ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto

Novembro

até 9 Bairros
208ocorrências
Incidência Relativa78%
Principal: Furto

Dezembro

até 9 Bairros
174ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
21.8°C
3.2 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.6°C
3.3 crimes/dia
Queda no inverno
--3%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.6°C vs 21.8°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Caieiras

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas2.479
Custo Médio M²Dados de até 11 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de Caieiras revela um fenômeno contra-intuitivo: a criminalidade não acompanha linearmente o fluxo sazonal de verão, mas sim picos de atividade que sugerem uma dinâmica estrutural independente do turismo. Embora o senso comum aponte para uma desmobilização de forças policiais após o encerramento de operações sazonais, os dados indicam que o mês de setembro, com 191 ocorrências, supera o pico de janeiro, que registrou 192, desafiando a premissa de que o verão é o único período de alta vulnerabilidade urbana. A concentração de 75 furtos em setembro, comparada aos 69 de janeiro, sugere uma mudança no comportamento criminoso que transcende a sazonalidade climática típica de cidades balneárias.

A correlação entre o aumento de lesões corporais e a incidência de furtos em meses específicos, como novembro com 81 furtos e 43 lesões, aponta para uma dinâmica de violência interpessoal que se intensifica em períodos de maior circulação comercial. Diferente de cidades litorâneas onde a Operação Verão dita o ritmo da segurança pública, em Caieiras, a estabilidade dos índices de roubo, que oscilam entre 9 e 27 casos mensais, demonstra que a criminalidade patrimonial possui uma base estrutural resiliente. A queda acentuada de roubos em novembro, para apenas 9 ocorrências, em contraste com o pico de furtos, sugere uma migração do crime violento para o crime de oportunidade, possivelmente devido à maior presença de policiamento ostensivo em áreas de aglomeração.

A análise temporal dos últimos anos evidencia uma distorção estatística severa, com um salto exponencial entre 2023 e 2024, saltando de 20 para 913 ocorrências. Esse crescimento não pode ser atribuído a fatores sazonais, mas sim a uma alteração na metodologia de registro ou a uma mudança estrutural na segurança pública municipal. A estabilização observada em 2025, com 863 registros, indica que o sistema atingiu um novo patamar de monitoramento. É imperativo notar que o tráfico de drogas, com 62 ocorrências totais, mantém uma presença constante, mas discreta, sem apresentar a volatilidade dos furtos, o que reforça a natureza oportunista da criminalidade local.

Por fim, a distribuição dos acidentes de trânsito, que somam 177 ocorrências, revela uma constância preocupante, com picos em novembro e março. Essa regularidade sugere que o risco em vias públicas é um fator estrutural, não sazonal, exigindo ações de fiscalização contínuas e não apenas intervenções episódicas. A desmobilização de estratégias de segurança após períodos festivos parece não afetar a incidência de acidentes, o que confirma a necessidade de políticas públicas de trânsito permanentes para mitigar os riscos em bairros de maior fluxo.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia