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Calendário de Violência de Cotia

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 53 bairros 6.019 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 48 Bairros
857ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 53 Bairros
510ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Março

até 44 Bairros
489ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Abril

até 43 Bairros
438ocorrências
Incidência Relativa51%
Principal: Furto

Maio

até 45 Bairros
437ocorrências
Incidência Relativa51%
Principal: Furto

Junho

até 45 Bairros
385ocorrências
Incidência Relativa45%
Principal: Furto

Julho

até 37 Bairros
448ocorrências
Incidência Relativa52%
Principal: Furto

Agosto

até 48 Bairros
515ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Setembro

até 50 Bairros
507ocorrências
Incidência Relativa59%
Principal: Furto

Outubro

até 48 Bairros
510ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Novembro

até 44 Bairros
482ocorrências
Incidência Relativa56%
Principal: Furto

Dezembro

até 43 Bairros
441ocorrências
Incidência Relativa51%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
20.9°C
8.3 crimes/dia
Inverno (jun-set)
16.6°C
7.6 crimes/dia
Queda no inverno
-8%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (16.6°C vs 20.9°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Cotia

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas6.019
Custo Médio M²Dados de até 53 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de segurança pública em Cotia revela uma inversão contraintuitiva: o pico de criminalidade não ocorre durante os meses de maior fluxo turístico ou festividades, mas sim em períodos de estabilidade sazonal. Enquanto o senso comum sugere que a Operação Verão ou o período de férias escolares elevaria os índices, observamos que os meses de janeiro e julho mantêm patamares de 35 ocorrências, praticamente idênticos aos de abril, desafiando a premissa de que a aglomeração urbana sazonal é o principal vetor de desordem na região.

A distribuição mensal aponta para uma dinâmica estrutural distinta entre furtos e lesões corporais. O furto, que totaliza 159 registros, apresenta uma resiliência notável, mantendo-se constante mesmo quando as operações policiais de final de ano deveriam, teoricamente, inibir a ação oportunista. Em contrapartida, as lesões corporais, com 71 ocorrências, exibem uma volatilidade que sugere correlação com a rotina de deslocamento pendular. O salto para 11 registros em abril, em contraste com a queda para 2 em outubro, indica que a violência interpessoal em Cotia é mais sensível aos ciclos de estresse urbano do que a fatores puramente sazonais ou climáticos.

Um dado alarmante é a aceleração drástica das ocorrências entre 2024 e 2025, com 173 e 169 registros respectivamente, configurando um salto estatístico que rompe com a série histórica anterior de 2015 a 2023. Esse fenômeno sugere uma mudança na dinâmica de segurança que transcende as variações mensais típicas. A concentração de roubos de veículos, que totaliza 14 casos, ganha tração justamente nos meses de menor incidência de furtos, como outubro, sugerindo uma migração do perfil criminoso: quando a oportunidade para o furto diminui, o infrator migra para o roubo, evidenciando uma adaptação estrutural à presença policial.

A análise dos acidentes de trânsito, que somam 55 ocorrências, revela que estes não são eventos aleatórios, mas sim um componente fixo da paisagem de risco. Com picos em agosto e abril, a correlação com o fluxo de tráfego nas vias arteriais de Cotia é evidente. Diferente dos crimes contra o patrimônio, que flutuam conforme a percepção de vigilância, os acidentes mantêm uma constância que exige intervenções de engenharia de tráfego e fiscalização contínua, independentemente de operações sazonais como a Natalina.

Em suma, a segurança em Cotia exige uma estratégia que abandone o foco exclusivo em períodos festivos. A estabilidade dos furtos e a transição para roubos em meses de baixa atividade indicam que o crime na região é um fenômeno de ocupação territorial persistente. A inteligência policial deve priorizar a mitigação de riscos estruturais, reconhecendo que a sazonalidade é um fator secundário diante da crescente tendência de criminalidade observada nos últimos dois anos.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia