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Calendário de Violência de Cubatão

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 25 bairros 4.362 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 20 Bairros
511ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 25 Bairros
341ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Março

até 23 Bairros
359ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Abril

até 20 Bairros
319ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Maio

até 24 Bairros
349ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Furto

Junho

até 19 Bairros
307ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Julho

até 25 Bairros
352ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto

Agosto

até 22 Bairros
407ocorrências
Incidência Relativa80%
Principal: Furto

Setembro

até 24 Bairros
377ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Outubro

até 23 Bairros
365ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Novembro

até 21 Bairros
336ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Dezembro

até 21 Bairros
339ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
25°C
5.7 crimes/dia
Inverno (jun-set)
19.7°C
5.9 crimes/dia
Queda no inverno
--4%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (19.7°C vs 25°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Cubatão

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas4.362
Custo Médio M²Dados de até 25 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados criminais de Cubatão revela uma inversão contraintuitiva: o pico de criminalidade não ocorre durante a alta temporada de verão, mas sim no terceiro trimestre, desafiando a premissa de que o fluxo turístico litorâneo é o principal motor da insegurança local. Enquanto janeiro apresenta 224 ocorrências, os meses de agosto e setembro atingem 213 registros cada, sugerindo que a desmobilização de operações especiais de verão, como a Operação Verão, não é o único fator determinante. A estabilidade dos furtos, que saltam de 80 em janeiro para 120 em agosto, aponta para uma dinâmica estrutural de oportunidade urbana que independe da sazonalidade balneária típica de cidades vizinhas.

É notável que o tráfico de entorpecentes mantenha uma resiliência atípica, com 15 ocorrências em outubro, mesmo após o encerramento dos grandes eventos sazonais. A correlação entre a redução de lesões corporais no segundo trimestre, caindo de 42 em janeiro para 16 em abril, e o aumento simultâneo de furtos, sugere um deslocamento no perfil do infrator. O criminoso parece migrar de confrontos interpessoais para atividades de subtração patrimonial, possivelmente em resposta a uma maior vigilância ou à alteração na circulação de pessoas em áreas de trânsito e espaços públicos durante o período de menor fluxo turístico.

A análise temporal indica que o fenômeno dos roubos de veículos, que totaliza 100 casos anuais, ganha tração no final do ano, atingindo 13 ocorrências em dezembro. Esse dado, somado aos 17 furtos de veículos no mesmo mês, sinaliza uma antecipação da criminalidade patrimonial voltada ao mercado de peças ou revenda, possivelmente impulsionada pelo aumento da circulação financeira e de mercadorias no período natalino. A transição entre o perfil de roubo e furto de veículos revela uma adaptação tática dos grupos criminosos, que priorizam a subtração sem contato direto quando a fiscalização é intensificada.

Por fim, a concentração de 1042 furtos no total das 2232 ocorrências consolida este delito como a principal ameaça à ordem pública em Cubatão. Diferente dos roubos, que oscilam conforme a presença policial ostensiva, os furtos mantêm uma tendência de alta constante a partir de julho. Essa evidência sugere que a segurança pública deve focar menos em operações sazonais de curto prazo e mais em estratégias de monitoramento contínuo em zonas de alta densidade, onde a oportunidade de subtração se sobrepõe à necessidade de confrontação direta, caracterizando um padrão de criminalidade urbana mais resiliente e menos dependente de fatores climáticos ou turísticos.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia