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Calendário de Violência de Diadema

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 12 bairros 19.552 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 11 Bairros
2428ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 11 Bairros
1517ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Março

até 12 Bairros
1609ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Abril

até 12 Bairros
1601ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Maio

até 12 Bairros
1557ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Junho

até 12 Bairros
1550ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Julho

até 11 Bairros
1516ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Agosto

até 12 Bairros
1545ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Setembro

até 12 Bairros
1589ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Outubro

até 11 Bairros
1600ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Novembro

até 11 Bairros
1556ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Dezembro

até 12 Bairros
1484ocorrências
Incidência Relativa61%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
22.3°C
25.6 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.5°C
25.5 crimes/dia
Queda no inverno
-0%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.5°C vs 22.3°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Diadema

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas19.552
Custo Médio M²Dados de até 12 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados criminais de Diadema revela uma anomalia estatística intrigante: o pico de ocorrências em janeiro, com 2397 registros, não se sustenta como um reflexo de sazonalidade turística típica de cidades litorâneas, mas sim como uma saturação operacional específica. Enquanto municípios balneários enfrentam o aumento de delitos devido à migração populacional, em Diadema, a concentração de 865 furtos e 640 roubos no primeiro mês do ano sugere uma descompressão pós-festas, onde a redução da vigilância institucional e a dinâmica de circulação urbana criam janelas de oportunidade para crimes patrimoniais, divergindo do padrão de estabilidade observado nos meses subsequentes.

Ao observar a transição entre fevereiro e março, nota-se uma resiliência estrutural nos roubos, que saltam de 393 para 413 registros. Este fenômeno indica que, após o encerramento das operações de reforço policial típicas do período de verão, a criminalidade retoma patamares de normalidade baseados na ocupação do espaço público. A correlação entre a redução de ações ostensivas e o aumento imediato na incidência de roubos e furtos de veículos, que sobe de 127 para 160 casos, evidencia que a segurança em Diadema é altamente sensível à presença física das forças de segurança, operando em um ciclo de reatividade.

Um ponto de atenção é a estabilidade dos furtos, que oscilam entre 513 e 584 ocorrências ao longo do ano, independentemente das variações sazonais. Diferente dos roubos, que apresentam quedas pontuais em meses como setembro e outubro, os furtos mantêm um patamar elevado e constante. Isso aponta para uma natureza oportunista do delito, possivelmente vinculada à mobilidade pendular e ao uso de transporte público, onde a aglomeração em horários de pico facilita a ação criminosa sem a necessidade de confronto direto, tornando o crime menos suscetível às estratégias de repressão violenta.

A análise temporal dos acidentes de trânsito, que atingem 118 registros em janeiro e 109 em novembro, sugere uma correlação com o aumento da circulação de veículos pesados e o fluxo comercial. A redução desses acidentes em meses de menor atividade econômica, como abril, reforça a hipótese de que a infraestrutura viária de Diadema atua como um catalisador de riscos. O monitoramento dessas variáveis é essencial para que as autoridades ajustem o patrulhamento preventivo, focando em eixos de maior tráfego, onde a interseção entre infraestrutura e criminalidade é mais evidente.

Por fim, a evolução histórica dos dados, com um salto expressivo a partir de 2023, reflete uma mudança na sensibilidade de registro ou uma alteração na dinâmica de segurança pública local. A concentração massiva de 9521 ocorrências em 2024, em comparação com anos anteriores, exige uma revisão das políticas de inteligência. A estabilidade relativa dos meses de meio de ano sugere que, para além das operações sazonais, Diadema necessita de uma estratégia estrutural que mitigue a vulnerabilidade do patrimônio privado durante todo o ciclo anual.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia