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Calendário de Violência de Embu das Artes

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 45 bairros 9.712 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 41 Bairros
1079ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 40 Bairros
833ocorrências
Incidência Relativa77%
Principal: Furto

Março

até 45 Bairros
797ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Abril

até 41 Bairros
761ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Maio

até 36 Bairros
730ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Roubo

Junho

até 39 Bairros
745ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto

Julho

até 39 Bairros
767ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Agosto

até 39 Bairros
808ocorrências
Incidência Relativa75%
Principal: Furto

Setembro

até 42 Bairros
782ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Outubro

até 45 Bairros
832ocorrências
Incidência Relativa77%
Principal: Furto

Novembro

até 43 Bairros
814ocorrências
Incidência Relativa75%
Principal: Furto

Dezembro

até 37 Bairros
764ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
21.2°C
12.8 crimes/dia
Inverno (jun-set)
16.8°C
12.8 crimes/dia
Queda no inverno
-0%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (16.8°C vs 21.2°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Embu das Artes

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas9.712
Custo Médio M²Dados de até 45 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados criminais de Embu das Artes revela um fenômeno contraintuitivo: a desmobilização operacional pós-verão não reflete uma queda proporcional na criminalidade estrutural, mas sim uma migração de tipologias. Embora janeiro registre o pico absoluto de 1068 ocorrências, impulsionado por uma saturação de roubos e furtos, o período de baixa temporada turística não resulta em calmaria, mas em uma estabilização preocupante. A concentração de 301 roubos em janeiro, comparada aos 198 registrados em dezembro, sugere que as ações de reforço policial típicas do início do ano são eficazes na contenção imediata, mas falham em mitigar a persistência dos crimes contra o patrimônio ao longo do ciclo anual.

Um ponto de atenção reside na inversão da dinâmica de furtos de veículos. Enquanto os roubos de veículos atingem o ápice de 72 casos em janeiro, possivelmente vinculados à maior circulação de visitantes e à vulnerabilidade de áreas de trânsito, observamos um deslocamento para o final do ano. Em novembro, o furto de veículos alcança 85 ocorrências, o maior índice mensal da série, sugerindo uma mudança de comportamento criminoso que privilegia a oportunidade sobre a confrontação direta. Esse padrão indica que, enquanto o roubo é sazonal e atrelado ao fluxo turístico, o furto de veículos em Embu das Artes possui uma natureza estrutural, possivelmente vinculada à logística de desmanches ou ao transporte de cargas em períodos de maior atividade comercial.

A análise das lesões corporais expõe uma tendência de crescimento no segundo semestre, culminando em 152 casos em setembro. Esse dado diverge da curva de crimes contra o patrimônio, indicando que a violência interpessoal em Embu das Artes não segue a lógica da oportunidade econômica, mas sim dinâmicas sociais mais profundas. A correlação entre o aumento de lesões corporais e a redução relativa de roubos nesse período sugere que, na ausência de alvos externos, a criminalidade se volta para conflitos internos e interpessoais, possivelmente exacerbados por fatores sazonais de convivência urbana.

Por fim, a série histórica evidencia um salto disruptivo a partir de 2023, com 101 ocorrências, seguido por uma explosão estatística em 2024 e 2025. Esse crescimento exponencial não pode ser atribuído apenas à sazonalidade, mas aponta para uma falha na eficácia das operações de controle de longo prazo. A estabilidade relativa dos crimes de tráfico e homicídios frente ao volume massivo de furtos e roubos reforça que o desafio de segurança pública em Embu das Artes é, predominantemente, o controle da criminalidade predatória urbana que afeta diretamente a percepção de segurança do cidadão.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia