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Calendário de Violência de Guarulhos

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 47 bairros 57.950 ocorrências
Fonte
PRO
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 45 Bairros
6371ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 44 Bairros
4770ocorrências
Incidência Relativa75%
Principal: Furto

Março

até 45 Bairros
4906ocorrências
Incidência Relativa77%
Principal: Furto

Abril

até 44 Bairros
4701ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Maio

até 46 Bairros
4555ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Junho

até 43 Bairros
4533ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Julho

até 44 Bairros
4662ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Agosto

até 44 Bairros
4628ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Setembro

até 46 Bairros
4703ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Outubro

até 47 Bairros
4851ocorrências
Incidência Relativa76%
Principal: Furto

Novembro

até 45 Bairros
4744ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Dezembro

até 45 Bairros
4526ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
21.6°C
75.9 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.4°C
76.2 crimes/dia
Queda no inverno
-0%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.4°C vs 21.6°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Guarulhos

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas57.950
Custo Médio M²Dados de até 47 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados criminais de Guarulhos revela uma anomalia estatística intrigante: ao contrário do esperado em grandes centros urbanos, onde o volume de ocorrências tende a crescer proporcionalmente ao fluxo de pessoas, o pico de criminalidade em janeiro, com 4963 registros, não se traduz em um aumento linear de todas as categorias. Enquanto os furtos atingem o ápice de 2205 casos, os acidentes de trânsito, com 234 registros, apresentam uma estabilidade surpreendente, sugerindo que a dinâmica de mobilidade urbana no período de férias escolares e operações de verão não altera drasticamente o comportamento dos condutores, mas potencializa a vulnerabilidade de bens móveis em espaços públicos.

A correlação entre as operações policiais sazonais e a variação mensal indica que a desmobilização de efetivos após o primeiro trimestre gera um efeito rebote estrutural. Observa-se que, após o declínio de janeiro, o mês de março apresenta uma retomada nos roubos, saltando para 642 ocorrências, o que coincide com o fim das ações intensivas de verão e o retorno pleno das atividades econômicas. Esse fenômeno sugere que a segurança pública em Guarulhos é altamente dependente de presença ostensiva, falhando em conter a criminalidade oportunista quando a visibilidade policial diminui nos bairros periféricos e eixos de transporte.

Outro ponto de atenção é a divergência entre furtos e roubos de veículos. Enquanto o furto de veículos mantém uma média constante, com picos de 563 em janeiro, o roubo de veículos, que aparece de forma isolada em dezembro com 181 casos, sugere uma mudança na tipologia do crime. A concentração de roubos no final do ano aponta para uma possível influência das festividades e do aumento do fluxo de mercadorias, onde o criminoso transita do furto oportunista para a abordagem direta, aproveitando-se da maior circulação de pessoas em áreas comerciais.

A análise temporal dos anos de 2024 e 2025 demonstra uma aceleração sem precedentes no volume de registros, com 22189 e 21113 ocorrências respectivamente. Esse salto exponencial, quando comparado aos anos anteriores, indica uma mudança na cultura de notificação ou uma transformação estrutural na segurança do município. A estabilidade dos homicídios e latrocínios, em contraste com a explosão dos furtos, reforça que a insegurança em Guarulhos é predominantemente patrimonial e urbana, exigindo estratégias de inteligência focadas na proteção de bens e na vigilância de espaços de grande aglomeração.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia