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Calendário de Violência de Itanhaém

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 39 bairros 7.443 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 35 Bairros
1044ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 35 Bairros
512ocorrências
Incidência Relativa49%
Principal: Furto

Março

até 34 Bairros
570ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Abril

até 36 Bairros
504ocorrências
Incidência Relativa48%
Principal: Furto

Maio

até 37 Bairros
531ocorrências
Incidência Relativa51%
Principal: Furto

Junho

até 34 Bairros
482ocorrências
Incidência Relativa46%
Principal: Furto

Julho

até 35 Bairros
625ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Agosto

até 39 Bairros
609ocorrências
Incidência Relativa58%
Principal: Furto

Setembro

até 38 Bairros
582ocorrências
Incidência Relativa56%
Principal: Furto

Outubro

até 37 Bairros
658ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto

Novembro

até 35 Bairros
578ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Dezembro

até 38 Bairros
748ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
24.9°C
10.4 crimes/dia
Inverno (jun-set)
19.1°C
9.4 crimes/dia
Queda no inverno
-10%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (19.1°C vs 24.9°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Itanhaém

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas7.443
Custo Médio M²Dados de até 39 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de Itanhaém revela um fenômeno contraintuitivo: a eficácia da Operação Verão não reside na supressão total da criminalidade, mas na alteração da natureza dos delitos. Embora janeiro apresente o pico de ocorrências com 972 registros, o volume de furtos, que atinge 572 casos, sugere um padrão de oportunidade ligado à alta densidade populacional sazonal, enquanto crimes de maior complexidade, como o tráfico de drogas, mantêm uma estabilidade relativa que desafia a sazonalidade turística. A desmobilização do efetivo policial após o período de férias não resulta em uma queda proporcional na criminalidade, mas sim em uma mudança na tipologia das ocorrências, evidenciando que a estrutura de segurança é reativa ao fluxo de visitantes.

Ao observar a transição entre os meses de baixa temporada, nota-se que o furto de veículos permanece constante, variando entre 22 e 36 casos mensais, o que indica uma demanda estrutural e não apenas um reflexo do turismo de massa. Diferente dos furtos genéricos, que flutuam conforme a aglomeração nas praias, o furto de veículos aponta para uma atividade criminosa estabelecida que ignora as variações do calendário turístico. Essa resiliência sugere que o crime patrimonial em Itanhaém possui uma base local consolidada, operando independentemente das ações de reforço policial temporário.

A correlação entre o aumento de lesões corporais e o período de festas de fim de ano, com 92 registros em dezembro, sugere que a violência interpessoal é impulsionada pela dinâmica de entretenimento e consumo de álcool em espaços públicos. Esse padrão é distinto do comportamento observado em março, onde o roubo atinge 67 ocorrências, um valor desproporcionalmente alto para um mês de baixa temporada. Esse desvio indica que o crime violento em Itanhaém não é exclusivamente um subproduto da superlotação, mas uma variável que responde a ciclos econômicos e de circulação de bens que ocorrem fora do eixo óbvio do verão.

Por fim, a análise temporal dos dados globais, com um salto expressivo de registros entre 2023 e 2024, aponta para uma mudança na subnotificação ou na eficiência da coleta de dados. Com 4267 furtos acumulados, a predominância desse crime sobre o tráfico, que soma 282 ocorrências, reforça que a prioridade da segurança pública em Itanhaém deve ser o combate à criminalidade oportunista. A estratégia de policiamento precisa evoluir para além da presença ostensiva sazonal, focando na inteligência territorial para mitigar os picos de criminalidade que ocorrem mesmo na ausência de grandes fluxos turísticos.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia