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Calendário de Violência de Mauá

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 20 bairros 13.783 ocorrências
Fonte
PRO
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 19 Bairros
1575ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 20 Bairros
1097ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Março

até 19 Bairros
1158ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Abril

até 19 Bairros
1137ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Maio

até 18 Bairros
1223ocorrências
Incidência Relativa78%
Principal: Furto

Junho

até 18 Bairros
1130ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Julho

até 18 Bairros
1129ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Agosto

até 18 Bairros
1090ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto

Setembro

até 17 Bairros
1099ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Outubro

até 16 Bairros
1070ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Furto

Novembro

até 19 Bairros
1097ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Dezembro

até 18 Bairros
978ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
21.4°C
17.6 crimes/dia
Inverno (jun-set)
16.7°C
18.3 crimes/dia
Queda no inverno
--4%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (16.7°C vs 21.4°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Mauá

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas13.783
Custo Médio M²Dados de até 20 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de segurança pública em Mauá revela uma anomalia estatística intrigante: a queda drástica nas ocorrências durante o mês de fevereiro, com apenas 35 registros, contrasta com o pico de 71 casos observados em janeiro. Esse fenômeno sugere que a desmobilização pós-festividades de fim de ano e o esvaziamento urbano típico do período de férias escolares não apenas reduzem a circulação de pessoas, mas alteram a dinâmica criminal de forma mais profunda do que a simples sazonalidade sugeriria. Enquanto janeiro concentra um volume elevado de furtos e roubos de veículos, fevereiro apresenta uma estabilização atípica, indicando que a ausência de fluxos pendulares diários impacta diretamente a oportunidade para crimes contra o patrimônio.

Ao observar a transição entre os meses, nota-se que o furto permanece como a categoria predominante, totalizando 180 ocorrências anuais, o que aponta para uma natureza oportunista da criminalidade local. Diferente de cidades litorâneas que enfrentam a Operação Verão e o inchaço populacional, Mauá demonstra uma correlação direta entre a retomada das atividades produtivas em março e o aumento das ocorrências para 50 casos. Esse comportamento sugere que a estrutura criminal na cidade é intrinsecamente ligada à mobilidade urbana e ao funcionamento do comércio, e não a eventos sazonais de lazer ou turismo.

A análise dos dados de junho, com 58 ocorrências, revela um ponto de inflexão relevante. O aumento nos acidentes de trânsito, que atingiram 9 registros, coincide com o período em que furtos e roubos também apresentam elevação, sugerindo uma maior exposição de ativos nas vias públicas. Essa correlação entre acidentes e crimes patrimoniais indica que a dinâmica de circulação viária em Mauá funciona como um indicador antecedente para a atividade criminosa. Quando o fluxo aumenta, a vulnerabilidade dos bens móveis, como veículos, torna-se mais evidente, exigindo estratégias de policiamento ostensivo mais focadas em corredores de tráfego intenso.

Por fim, o surgimento de registros de tráfico no segundo semestre, especificamente em agosto e setembro, sinaliza uma mudança na tipologia delitiva que merece atenção. A transição de crimes puramente oportunistas para atividades de mercado ilícito sugere uma possível reconfiguração das dinâmicas territoriais. Enquanto a lesão corporal mantém uma constância preocupante ao longo de todo o calendário, a estabilidade dos números totais entre 2024 e 2025 demonstra que a segurança em Mauá enfrenta um desafio estrutural persistente, exigindo políticas públicas que transcendam as ações sazonais e foquem na inteligência preventiva contínua.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia