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Calendário de Violência de Mongaguá

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 12 bairros 4.602 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 12 Bairros
686ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 12 Bairros
390ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Março

até 12 Bairros
402ocorrências
Incidência Relativa59%
Principal: Furto

Abril

até 11 Bairros
345ocorrências
Incidência Relativa50%
Principal: Furto

Maio

até 12 Bairros
344ocorrências
Incidência Relativa50%
Principal: Furto

Junho

até 12 Bairros
336ocorrências
Incidência Relativa49%
Principal: Furto

Julho

até 11 Bairros
309ocorrências
Incidência Relativa45%
Principal: Furto

Agosto

até 11 Bairros
339ocorrências
Incidência Relativa49%
Principal: Furto

Setembro

até 11 Bairros
333ocorrências
Incidência Relativa49%
Principal: Furto

Outubro

até 11 Bairros
389ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Novembro

até 12 Bairros
332ocorrências
Incidência Relativa48%
Principal: Furto

Dezembro

até 12 Bairros
397ocorrências
Incidência Relativa58%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
24.4°C
6.8 crimes/dia
Inverno (jun-set)
19.1°C
5.4 crimes/dia
Queda no inverno
-21%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (19.1°C vs 24.4°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Mongaguá

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas4.602
Custo Médio M²Dados de até 12 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de Mongaguá revela um fenômeno contraintuitivo: a criminalidade não segue apenas o fluxo turístico sazonal, mas apresenta uma resiliência estrutural que desafia a lógica da desmobilização policial pós-verão. Embora janeiro concentre 292 ocorrências, impulsionadas pela Operação Verão e pela aglomeração na orla, o volume de furtos mantém uma base elevada mesmo nos meses de baixa temporada, como maio e junho, com 109 e 126 registros respectivamente. Isso sugere que o furto em Mongaguá deixou de ser um crime estritamente oportunista de veraneio para se tornar uma atividade endêmica, sustentada por uma dinâmica local que independe da presença massiva de visitantes.

A correlação entre a redução da presença policial e a mudança na tipologia criminal é evidente ao observarmos o segundo semestre. Enquanto o roubo cai de 42 em janeiro para 12 em maio, ele apresenta um repique atípico em agosto, atingindo 27 ocorrências, mesmo sem o apelo turístico. Esse movimento indica uma possível reconfiguração das rotas de tráfico e crimes contra o patrimônio quando a fiscalização ostensiva diminui, forçando uma adaptação dos infratores que buscam compensar a ausência de alvos fáceis na praia através de ações mais agressivas em zonas residenciais ou de menor fluxo.

Outro ponto de atenção é a inversão na curva de lesões corporais e tráfico. Janeiro registra 36 lesões corporais, um reflexo direto da convivência tensa em espaços públicos saturados. Contudo, o tráfico de drogas ganha tração a partir de agosto, com 14 registros, mantendo-se constante até o final do ano. Essa transição sugere que, enquanto o verão é marcado por conflitos interpessoais de natureza imediata, o restante do ano é pautado pela consolidação de mercados ilícitos de varejo, que se tornam mais visíveis nas estatísticas à medida que a polícia redireciona o foco do policiamento de orla para o combate ao tráfico em bairros periféricos.

O crescimento exponencial das ocorrências entre 2024 e 2025, saltando de 875 para 1148 registros, aponta para uma falha na contenção da criminalidade estrutural. A estabilidade dos furtos de veículos, que oscilam entre 8 e 16 casos mensais, revela que, independentemente da sazonalidade, existe uma demanda constante por alvos de oportunidade. A segurança pública em Mongaguá precisa, portanto, superar a dependência de operações temporárias, focando em estratégias de inteligência que identifiquem os padrões de circulação desses infratores em um cenário onde a violência urbana se tornou uma constante anual, e não mais um subproduto do calendário balneário.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia