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Calendário de Violência de Osasco

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 59 bairros 37.087 ocorrências
Fonte
PRO
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 59 Bairros
4217ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 57 Bairros
2813ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Março

até 56 Bairros
3068ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Abril

até 56 Bairros
2957ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Maio

até 56 Bairros
3065ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Junho

até 59 Bairros
2935ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Julho

até 57 Bairros
2992ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Agosto

até 54 Bairros
3061ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Setembro

até 57 Bairros
2950ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto

Outubro

até 56 Bairros
3006ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Novembro

até 57 Bairros
3021ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Dezembro

até 59 Bairros
3002ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
22.4°C
48.1 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.9°C
49.1 crimes/dia
Queda no inverno
--2%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.9°C vs 22.4°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Osasco

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas37.087
Custo Médio M²Dados de até 59 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de segurança pública em Osasco revela uma anomalia estatística intrigante: o pico de criminalidade em janeiro não é apenas um reflexo do aumento populacional sazonal, mas uma saturação estrutural que desafia a eficácia das operações policiais de verão. Com 3855 ocorrências registradas apenas em janeiro, o volume supera em quase 50 por cento a média dos meses subsequentes, sugerindo que as estratégias de policiamento ostensivo, tipicamente desenhadas para áreas litorâneas, falham em conter a dinâmica urbana de uma cidade densamente povoada como Osasco durante o período de férias.

Ao observar a correlação entre categorias, nota-se que o furto lidera o cenário com 14799 registros totais, mantendo uma estabilidade preocupante ao longo do ano, enquanto o roubo apresenta uma tendência de queda no segundo semestre, atingindo seu ponto mais baixo em setembro com 409 casos. Essa divergência sugere que, enquanto os furtos possuem uma natureza oportunista ligada à circulação de pessoas, os roubos respondem de forma mais sensível à desmobilização de operações especiais ou ao esgotamento das forças de segurança após o primeiro trimestre. A constância dos furtos, que saltam de 1066 em fevereiro para 1295 em dezembro, indica que o crime contra o patrimônio em Osasco é menos dependente de fatores sazonais e mais atrelado à rotina econômica local.

Um ponto de atenção é a oscilação nos furtos de veículos, que atingem seu ápice em outubro com 418 ocorrências. Este fenômeno contrasta com a relativa estabilidade dos acidentes de trânsito, que permanecem em patamares próximos a 180 casos mensais no final do ano. A discrepância sugere que a movimentação comercial do último trimestre, impulsionada pelo aquecimento do varejo, atrai uma criminalidade especializada que prioriza ativos móveis de alto valor, possivelmente explorando lacunas na vigilância de áreas de estacionamento e vias de acesso logístico que não são cobertas pelas ações preventivas de Natal.

A análise temporal de longo prazo expõe uma ruptura drástica na série histórica a partir de 2024, com 16178 ocorrências, um salto exponencial em relação aos anos anteriores. Esse crescimento não pode ser atribuído apenas a fatores demográficos, mas aponta para uma mudança na subnotificação ou na própria dinâmica de registro de delitos. A estabilidade das lesões corporais, que oscilam entre 260 e 330 casos mensais, reforça que a violência interpessoal possui um padrão estrutural rígido, pouco afetado pelas variações sazonais que alteram o comportamento dos crimes contra o patrimônio. Em suma, a segurança em Osasco exige uma transição de modelos baseados em operações temporárias para uma inteligência focada na resiliência urbana contínua.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia