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Calendário de Violência de Praia Grande

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 29 bairros 23.319 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 28 Bairros
2882ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 28 Bairros
1840ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Março

até 28 Bairros
1906ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Abril

até 29 Bairros
1829ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto

Maio

até 27 Bairros
1766ocorrências
Incidência Relativa61%
Principal: Furto

Junho

até 28 Bairros
1754ocorrências
Incidência Relativa61%
Principal: Furto

Julho

até 28 Bairros
1639ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Agosto

até 28 Bairros
1791ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Setembro

até 29 Bairros
1967ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Furto

Outubro

até 28 Bairros
1931ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Novembro

até 27 Bairros
1976ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto

Dezembro

até 28 Bairros
2038ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
25.2°C
31.7 crimes/dia
Inverno (jun-set)
19.7°C
29.4 crimes/dia
Queda no inverno
-7%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (19.7°C vs 25.2°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Praia Grande

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas23.319
Custo Médio M²Dados de até 29 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de Praia Grande revela um fenômeno contraintuitivo: a criminalidade não acompanha linearmente o fluxo populacional sazonal, mas sim uma lógica de saturação urbana. Embora janeiro apresente o pico de 3729 ocorrências, impulsionado pela Operação Verão e pela alta densidade turística, o segundo semestre demonstra uma resiliência criminal preocupante. O mês de setembro, por exemplo, registra 2816 ocorrências, superando meses de transição como abril e maio, o que sugere que a desmobilização do efetivo policial após o término da temporada de férias expõe a cidade a uma vulnerabilidade estrutural, independentemente da redução do número de visitantes nas faixas de areia.

O comportamento dos furtos de veículos oferece uma evidência clara dessa dinâmica. Enquanto os furtos gerais seguem a curva de aglomeração humana, atingindo 2116 casos em janeiro, os furtos de veículos exibem uma tendência de crescimento no final do ano, culminando em 258 ocorrências em dezembro. Essa inversão indica que, enquanto o crime de oportunidade contra pedestres é sazonal e atrelado ao turismo, o furto de veículos responde a uma lógica de mercado ilícito mais estável e estruturada, que se beneficia da maior circulação de bens durante o período festivo, possivelmente em bairros com maior concentração de garagens residenciais e vias de acesso rápido.

A correlação entre a Operação Verão e a redução de crimes violentos é evidente na queda abrupta de 3729 para 2466 ocorrências entre janeiro e fevereiro. Contudo, a análise longitudinal aponta para uma mudança drástica no perfil de registro a partir de 2023, com 10955 ocorrências, consolidando um novo patamar de monitoramento. Esse salto quantitativo, que se mantém em 2024 e 2025, não reflete apenas o aumento da criminalidade, mas uma provável alteração na eficácia da coleta de dados e na percepção de segurança pública na região balneária.

Observa-se também que as lesões corporais acompanham o ciclo de aglomeração, com 428 registros em janeiro e 360 em dezembro, evidenciando que a violência interpessoal é um subproduto direto da densidade populacional em espaços públicos. Em contraste, o tráfico e o porte de drogas, embora menos expressivos em volume total, mantêm uma presença constante que não oscila conforme as estações. Essa estabilidade sugere que tais atividades operam em uma camada da segurança pública que não é afetada pelas ações temporárias de policiamento, exigindo estratégias de inteligência mais perenes do que as operações sazonais típicas do litoral paulista.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia