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Calendário de Violência de Ribeirão Pires

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 20 bairros 2.727 ocorrências
Fonte
PRO
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 17 Bairros
355ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 17 Bairros
194ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Março

até 18 Bairros
254ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Abril

até 18 Bairros
222ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto

Maio

até 18 Bairros
238ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Junho

até 20 Bairros
195ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Julho

até 17 Bairros
219ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Agosto

até 16 Bairros
197ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Setembro

até 16 Bairros
215ocorrências
Incidência Relativa61%
Principal: Furto

Outubro

até 19 Bairros
215ocorrências
Incidência Relativa61%
Principal: Furto

Novembro

até 16 Bairros
203ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Dezembro

até 16 Bairros
220ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
21.2°C
3.7 crimes/dia
Inverno (jun-set)
16.6°C
3.4 crimes/dia
Queda no inverno
-8%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (16.6°C vs 21.2°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Ribeirão Pires

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas2.727
Custo Médio M²Dados de até 20 Bairros
Resumo ExecutivoÉ contraintuitivo observar que a criminalidade em Ribeirão Pires não acompanha a lógica linear de fluxo populacional sazonal, mas sim uma dinâmica de resistência estrutural. Embora janeiro apresente o pico de ocorrências com 185 registros, impulsionado por 73 furtos, a desmobilização das operações de verão não resulta em uma queda proporcional nos meses subsequentes. Pelo contrário, a estabilidade observada entre maio e agosto, com uma média próxima a 105 casos, sugere que a criminalidade local é menos dependente do turismo balneário e mais vinculada a padrões de circulação urbana cotidiana e de trânsito.

A análise dos dados revela uma inversão perigosa no comportamento dos roubos. Enquanto os furtos dominam o volume total com 556 registros, o mês de agosto destaca-se por um fenômeno atípico: o roubo torna-se a categoria predominante com 27 casos, superando os 33 furtos. Esse salto, em um mês tipicamente de menor aglomeração turística, indica uma mudança na natureza da ação criminosa, que migra da oportunidade furtiva para a abordagem estruturada. Esse padrão sugere que a ausência de operações policiais ostensivas de alta temporada permite uma maior audácia dos infratores em espaços públicos.

A correlação entre o aumento de acidentes de trânsito e o furto de veículos no último trimestre, culminando em 17 acidentes e 15 furtos de veículos em dezembro, aponta para uma saturação das vias urbanas que facilita a ação delituosa. Diferente de cidades litorâneas, onde o crime é sazonal e concentrado na faixa de areia, em Ribeirão Pires o risco é distribuído. A estabilidade dos furtos de veículos, que somam 114 casos no acumulado, demonstra que a vulnerabilidade é constante, exigindo que as ações de segurança pública sejam contínuas e não apenas reativas aos períodos de férias.

O volume de 224 lesões corporais, superando a soma de todos os roubos, evidencia que a violência interpessoal é um componente estrutural mais crítico do que o patrimonial. A recorrência desses registros ao longo de todos os meses, sem variações bruscas, indica que o conflito ocorre em ambientes privados ou de convivência comunitária, distanciando-se do perfil de crime oportunista típico de locais de passagem.

Por fim, a análise temporal dos últimos anos, com 640 ocorrências em 2024 e 650 em 2025, confirma uma tendência de consolidação dos índices. A estabilização desses números reforça a necessidade de políticas de inteligência focadas na prevenção de roubos e na mitigação de acidentes, superando a percepção de que o crime em Ribeirão Pires é um fenômeno passageiro ou estritamente vinculado ao calendário festivo.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia