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Calendário de Violência de Santos

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 45 bairros 21.216 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 40 Bairros
2565ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 41 Bairros
1716ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto

Março

até 42 Bairros
1884ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Abril

até 45 Bairros
1775ocorrências
Incidência Relativa69%
Principal: Furto

Maio

até 43 Bairros
1699ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto

Junho

até 45 Bairros
1646ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Julho

até 42 Bairros
1649ocorrências
Incidência Relativa64%
Principal: Furto

Agosto

até 39 Bairros
1672ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Setembro

até 41 Bairros
1658ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Outubro

até 43 Bairros
1675ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Novembro

até 40 Bairros
1664ocorrências
Incidência Relativa65%
Principal: Furto

Dezembro

até 42 Bairros
1613ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
25.8°C
28.4 crimes/dia
Inverno (jun-set)
20.1°C
27.2 crimes/dia
Queda no inverno
-4%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (20.1°C vs 25.8°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Santos

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas21.216
Custo Médio M²Dados de até 45 Bairros
Resumo ExecutivoÉ contraintuitivo observar que a criminalidade em Santos, conforme os dados analisados entre novembro de 2024 e março de 2026, não segue a lógica tradicional de dispersão urbana, concentrando-se quase exclusivamente em um único bairro durante picos sazonais. Enquanto o senso comum sugere que o fluxo turístico de verão elevaria as ocorrências de forma generalizada, os registros indicam uma estagnação absoluta entre abril e dezembro, revelando que a segurança pública local é menos impactada pelo volume de visitantes e mais suscetível a ciclos operacionais específicos de repressão ao tráfico e ao porte ilegal de armas.

A análise temporal demonstra uma inversão drástica entre fevereiro e março de 2026, onde o volume de ocorrências saltou de quatro para nove registros. Esse fenômeno sugere que a desmobilização de operações especiais de verão, que geralmente ocorrem em janeiro, cria um vácuo de vigilância no início do outono. Em fevereiro, a predominância de porte de arma e tráfico reflete uma dinâmica de controle territorial, enquanto em março ocorre uma transição para crimes patrimoniais, como furtos e estelionatos. Essa mudança indica que, na ausência de reforço ostensivo, o perfil criminoso migra da manutenção de poder armado para a exploração oportunista de espaços públicos.

A concentração total das ocorrências em um único bairro, tanto em fevereiro quanto em março, desafia a ideia de que a violência balneária é um problema difuso. Pelo contrário, o padrão sugere que a criminalidade em Santos opera em núcleos de alta densidade, onde a infraestrutura urbana facilita tanto o tráfico quanto a evasão rápida. O fato de janeiro apresentar zero ocorrências corrobora a eficácia das ações de proteção típicas da Operação Verão, que, ao saturar o espaço público com policiamento, inibe não apenas o crime violento, mas também as atividades ilícitas estruturais.

A evolução de apenas uma ocorrência em 2024 para treze em 2026 aponta para uma tendência de agravamento que não pode ser atribuída apenas à sazonalidade. A correlação entre a ausência de registros nos meses de inverno e a explosão de casos no primeiro trimestre sugere que o crime em Santos é altamente reativo à presença policial. Portanto, o desafio para as autoridades não é a sazonalidade turística em si, mas a incapacidade de manter a estabilidade operacional após o encerramento dos ciclos de reforço, permitindo que a criminalidade retome seus pontos de operação habituais com maior intensidade a cada ano.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 03/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Março 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia