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Calendário de Violência de São Caetano do Sul

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 15 bairros 7.195 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 15 Bairros
755ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 15 Bairros
566ocorrências
Incidência Relativa75%
Principal: Furto

Março

até 15 Bairros
692ocorrências
Incidência Relativa92%
Principal: Furto

Abril

até 15 Bairros
624ocorrências
Incidência Relativa83%
Principal: Furto

Maio

até 15 Bairros
615ocorrências
Incidência Relativa81%
Principal: Furto

Junho

até 15 Bairros
542ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Julho

até 15 Bairros
615ocorrências
Incidência Relativa81%
Principal: Furto

Agosto

até 14 Bairros
602ocorrências
Incidência Relativa80%
Principal: Furto

Setembro

até 15 Bairros
599ocorrências
Incidência Relativa79%
Principal: Furto

Outubro

até 15 Bairros
603ocorrências
Incidência Relativa80%
Principal: Furto

Novembro

até 15 Bairros
477ocorrências
Incidência Relativa63%
Principal: Furto

Dezembro

até 15 Bairros
505ocorrências
Incidência Relativa67%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
22.3°C
9.3 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.6°C
9.7 crimes/dia
Queda no inverno
--4%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.6°C vs 22.3°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em São Caetano do Sul

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas7.195
Custo Médio M²Dados de até 15 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de São Caetano do Sul revela um fenômeno contraintuitivo: a criminalidade patrimonial não segue a lógica de saturação turística típica de cidades litorâneas, mas sim uma dinâmica de fluxo pendular. Enquanto cidades balneárias sofrem com a Operação Verão e o aumento de furtos em janeiro, São Caetano apresenta um pico de 739 ocorrências no primeiro mês do ano, que declina drasticamente para 551 em fevereiro. Essa queda abrupta sugere que o esvaziamento da cidade durante o período de férias escolares e o recesso industrial reduz a oportunidade para furtos, que somam 463 casos em janeiro contra 284 em fevereiro, evidenciando que o crime é estruturalmente dependente da circulação de trabalhadores e estudantes.

A correlação entre a redução de furtos de veículos e a estabilidade dos roubos aponta para uma mudança no perfil do infrator. Em abril, o furto de veículos atinge um ponto baixo de 23 ocorrências, enquanto o roubo mantém patamares próximos a 76. Isso indica que, em períodos de menor fluxo, o crime oportunista de furto perde espaço para ações que exigem maior planejamento ou confronto direto, como o roubo. A desmobilização de efetivos em operações sazonais, como a Operação Natalina, parece ter pouco impacto na contenção de furtos, que saltam de 288 em novembro para 311 em dezembro, provando que o aumento do consumo no varejo local sobrepõe-se a qualquer estratégia de policiamento preventivo.

Um dado alarmante é a disparidade entre a lesão corporal e o tráfico de drogas. Com 912 casos de lesão corporal contra apenas 24 registros de tráfico, a cidade demonstra que a violência interpessoal é significativamente mais prevalente do que a criminalidade organizada de varejo. O pico de lesões corporais em março, com 110 ocorrências, coincide com o retorno pleno das atividades acadêmicas e corporativas, sugerindo que o estresse urbano e a alta densidade populacional em bairros centrais são catalisadores de conflitos interpessoais, superando a influência de facções criminosas na dinâmica de segurança pública local.

A evolução temporal dos dados, com um salto de 49 ocorrências em 2023 para 3564 em 2024, não reflete necessariamente uma degradação da segurança, mas sim uma mudança na metodologia de registro ou na transparência dos dados da Secretaria de Segurança Pública. Essa variação drástica exige cautela na interpretação de tendências de longo prazo. A estabilidade dos acidentes de trânsito, oscilando entre 30 e 55 casos mensais, reforça que a mobilidade urbana é o principal vetor de risco, sendo a infraestrutura viária um componente crítico para a redução de danos, mais do que as ações repressivas tradicionais.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia