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Calendário de Violência de São Paulo

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 717 bairros 785.012 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 707 Bairros
87670ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 679 Bairros
63605ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Março

até 717 Bairros
66659ocorrências
Incidência Relativa76%
Principal: Furto

Abril

até 710 Bairros
62077ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Maio

até 705 Bairros
63802ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Junho

até 702 Bairros
62881ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Julho

até 695 Bairros
62216ocorrências
Incidência Relativa71%
Principal: Furto

Agosto

até 704 Bairros
64465ocorrências
Incidência Relativa74%
Principal: Furto

Setembro

até 703 Bairros
63098ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Outubro

até 713 Bairros
64320ocorrências
Incidência Relativa73%
Principal: Furto

Novembro

até 687 Bairros
62848ocorrências
Incidência Relativa72%
Principal: Furto

Dezembro

até 708 Bairros
61371ocorrências
Incidência Relativa70%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
22.3°C
1028.3 crimes/dia
Inverno (jun-set)
17.5°C
1038.9 crimes/dia
Queda no inverno
--1%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (17.5°C vs 22.3°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em São Paulo

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas785.012
Custo Médio M²Dados de até 717 Bairros
Resumo ExecutivoÉ um equívoco comum acreditar que o aumento da criminalidade em São Paulo está estritamente ligado aos períodos de festas de fim de ano. A análise dos dados da Secretaria de Segurança Pública revela uma realidade distinta: o pico de ocorrências ocorre em janeiro, com 120.905 registros, sugerindo que a desmobilização de efetivos após as operações de Natal e a migração populacional para o litoral criam um vácuo de segurança na capital. Enquanto o mês de dezembro apresenta 99.629 ocorrências, o salto para janeiro é impulsionado majoritariamente por furtos, que atingem 63.057 casos, evidenciando uma mudança no perfil do crime em bairros residenciais esvaziados pela temporada de férias.

A correlação entre o esvaziamento urbano e a tipologia delitiva é notável. Observamos que, enquanto os roubos atingem seu ápice em janeiro, com 30.103 registros, os furtos de veículos mantêm uma estabilidade relativa ao longo do ano, com exceção de uma queda acentuada em dezembro, quando o volume cai para 6.729 casos. Este fenômeno sugere que a mobilidade urbana reduzida no último mês do ano altera a dinâmica de oportunidade para criminosos, que priorizam o furto de transeuntes em áreas de aglomeração comercial, em detrimento da subtração de veículos, que exige maior circulação viária.

Outro ponto de atenção é a resiliência dos acidentes de trânsito, que mantêm uma média constante, atingindo 2.895 casos em setembro, um mês de baixa atividade turística. Diferente dos crimes contra o patrimônio, que oscilam conforme o calendário de operações policiais, os acidentes de trânsito apresentam uma tendência de crescimento estrutural que ignora as variações sazonais. Isso indica que a infraestrutura viária e o comportamento do condutor em São Paulo possuem uma inércia própria, sendo menos suscetíveis ao impacto imediato de operações como a Operação Verão ou Divisas.

A análise histórica demonstra uma inflexão drástica a partir de 2022, quando o volume de ocorrências saltou para 6.621, atingindo o pico de 411.242 em 2023. Essa mudança de patamar sugere que os padrões de criminalidade deixaram de ser puramente sazonais para se tornarem estruturais. A estabilização observada em 2025, com 373.493 registros, indica que, embora o volume tenha diminuído em relação ao auge, a cidade opera em um novo nível de exposição. A inteligência urbana deve, portanto, focar menos na sazonalidade cíclica e mais na gestão permanente de riscos em áreas de alta densidade, onde a presença policial é frequentemente diluída pela necessidade de cobertura em zonas balneárias.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia