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Calendário de Violência de Vargem Grande Paulista

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 14 bairros 773 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 13 Bairros
120ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 11 Bairros
67ocorrências
Incidência Relativa56%
Principal: Furto

Março

até 8 Bairros
68ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Abril

até 14 Bairros
67ocorrências
Incidência Relativa56%
Principal: Furto

Maio

até 9 Bairros
71ocorrências
Incidência Relativa59%
Principal: Furto

Junho

até 13 Bairros
46ocorrências
Incidência Relativa38%
Principal: Furto

Julho

até 8 Bairros
52ocorrências
Incidência Relativa43%
Principal: Furto

Agosto

até 14 Bairros
68ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Setembro

até 9 Bairros
55ocorrências
Incidência Relativa46%
Principal: Furto

Outubro

até 8 Bairros
45ocorrências
Incidência Relativa38%
Principal: Furto

Novembro

até 11 Bairros
57ocorrências
Incidência Relativa48%
Principal: Furto

Dezembro

até 10 Bairros
57ocorrências
Incidência Relativa48%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
20.8°C
1.6 crimes/dia
Inverno (jun-set)
16.6°C
1.3 crimes/dia
Queda no inverno
-19%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (16.6°C vs 20.8°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Vargem Grande Paulista

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas773
Custo Médio M²Dados de até 14 Bairros
Resumo ExecutivoA análise dos dados de Vargem Grande Paulista revela uma dinâmica contraintuitiva: a criminalidade não acompanha o fluxo turístico sazonal típico de regiões balneárias, mas sim uma lógica de oportunidade estrutural voltada ao patrimônio. Enquanto cidades litorâneas sofrem com a desmobilização de operações como a Operação Verão após o Carnaval, Vargem Grande Paulista apresenta um pico de furtos em maio, com 14 ocorrências, sugerindo que a vulnerabilidade local está mais atrelada à logística de transporte e circulação de mercadorias do que à sazonalidade de lazer. A predominância absoluta de furtos, que somam 103 dos 189 registros totais, indica que o crime na região é predominantemente oportunista, focando em bens desguarnecidos em vez de confrontos diretos.

A correlação entre o aumento de roubos de carga em maio, agosto e dezembro sugere uma adaptação criminosa aos ciclos de abastecimento do varejo e da indústria local. Diferente de grandes centros urbanos onde o tráfico domina as estatísticas, aqui o porte de drogas e o tráfico são marginais, com apenas três registros combinados. Isso desloca a preocupação das autoridades para a segurança patrimonial e a gestão de trânsito, visto que os acidentes de trânsito aparecem como uma constante relevante, totalizando 17 ocorrências, com picos notáveis em junho e abril. Essa frequência de acidentes, muitas vezes negligenciada em análises de segurança pública, atua como um fator de risco que atrai a atenção policial e pode, inadvertidamente, facilitar a ocorrência de furtos em perímetros de aglomeração.

Observa-se uma divergência clara entre os anos de 2024 e 2025, com um salto expressivo de 76 para 107 ocorrências, o que aponta para uma falha na eficácia das ações de prevenção ou uma mudança no perfil demográfico e econômico do município. O mês de outubro, com apenas 7 ocorrências, funciona como uma zona de calmaria que contrasta com a instabilidade do primeiro semestre. Essa queda brusca indica que, possivelmente, a redução na circulação de pessoas ou a intensificação de rondas preventivas em períodos específicos do ano surte um efeito imediato, validando a tese de que o crime em Vargem Grande Paulista é altamente sensível à presença ostensiva.

Por fim, a análise indica que o planejamento de segurança deve priorizar o monitoramento de vias de acesso, dada a natureza dos roubos de carga e furtos de veículos. A estabilidade das lesões corporais, distribuídas ao longo de quase todos os meses, reforça que a violência interpessoal é um fenômeno residual, enquanto o foco estratégico deve permanecer na proteção patrimonial e na fluidez do tráfego, elementos que, se negligenciados, alimentam o ciclo de furtos observado.

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Análise temporal cobrindo 01/2024 até 04/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Janeiro 2024 a Abril 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia