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Calendário de Violência de Guarujá

Quais meses são mais perigosos? Descubra padrões sazonais de criminalidade.

12 meses analisados 59 bairros 14.667 ocorrências
Fonte
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Calendário de Risco

12 meses rastreados
Pico Máximo

Janeiro

até 53 Bairros
1917ocorrências
Incidência Relativa100%
Principal: Furto

Fevereiro

até 52 Bairros
1191ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Março

até 54 Bairros
1305ocorrências
Incidência Relativa68%
Principal: Furto

Abril

até 51 Bairros
1093ocorrências
Incidência Relativa57%
Principal: Furto

Maio

até 52 Bairros
1119ocorrências
Incidência Relativa58%
Principal: Furto

Junho

até 52 Bairros
1158ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Julho

até 51 Bairros
1061ocorrências
Incidência Relativa55%
Principal: Furto

Agosto

até 54 Bairros
1129ocorrências
Incidência Relativa59%
Principal: Furto

Setembro

até 59 Bairros
1157ocorrências
Incidência Relativa60%
Principal: Furto

Outubro

até 48 Bairros
1078ocorrências
Incidência Relativa56%
Principal: Furto

Novembro

até 53 Bairros
1193ocorrências
Incidência Relativa62%
Principal: Furto

Dezembro

até 54 Bairros
1266ocorrências
Incidência Relativa66%
Principal: Furto
🌡️

Por que crimes caem no 2° semestre?

Verão (dez-mar)
25.5°C
20.5 crimes/dia
Inverno (jun-set)
20°C
18.5 crimes/dia
Queda no inverno
-10%
menos crimes/dia

A queda sazonal combina dois fatores inseparáveis: temperaturas mais baixas (20°C vs 25.5°C) mantêm mais pessoas em casa, e o fim da temporada turística (dez-mar) reduz o número de alvos em praias e vias públicas. Não é possível isolar qual fator pesa mais — provavelmente ambos agem juntos.

Ver análise completa: Clima × Crime
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O Ciclo da Violência em Guarujá

Mês Mais CríticoJaneiro
Ocorrências Analisadas14.667
Custo Médio M²Dados de até 59 Bairros
Resumo ExecutivoUma análise aprofundada da dinâmica criminal no Guarujá, no litoral de São Paulo, revela um paradoxo espacial contra-intuitivo em relação à alta temporada turística. Embora janeiro registre o volume máximo absoluto com 1863 ocorrências, a mancha criminal neste período concentra-se em apenas 33 bairros. Em contraste, o mês de março, que marca o início da desmobilização balneária, apresenta uma dispersão territorial muito mais ampla, atingindo o pico de 39 bairros afetados. Este fenômeno sugere que, durante o auge do verão, a criminalidade atua de forma adensada nos polos de aglomeração. Com o fim da temporada e a redução dos alvos fáceis na orla, os infratores migram suas ações para áreas residenciais periféricas, expandindo o raio de risco através do município.

A observação do comportamento anual entre 2023 e 2025 demonstra uma tendência temporal significativa que corrobora a tese de adaptação criminal frente às estratégias da polícia. O volume total de registros caiu expressivamente de 7335 incidentes em 2023 para 5248 em 2025. Contudo, o dado mais revelador é a inversão do mês de pico: enquanto 2023 e 2024 registraram seus ápices em janeiro, com 769 e 588 casos respectivamente, o ano de 2025 viu seu maior índice em novembro, com 500 ocorrências. Esta antecipação aponta para uma escalada de delitos preparatórios que ocorrem exatamente no vácuo de proteção anterior à deflagração oficial da Operação Verão, estabelecendo um padrão tático típico de infratores locais.

Ao examinar a tipologia dos delitos, constata-se uma clara correlação entre a oportunidade sazonal e o crime patrimonial. O furto domina o cenário com 10750 registros históricos, mantendo uma razão de quase dois para um em relação aos roubos, que somam 5630 casos. Pelo contrário do que dita o senso comum, a maior dominância percentual do furto não ocorre no verão, mas sim em agosto, representando 64 por cento do total de 1393 ocorrências do mês. Esta evidência indica que, até na ausência do turista, o crime não desaparece, mas se consolida como uma atividade endêmica voltada para o comércio local.

Paralelamente, os indicadores de violência estrutural revelam uma constância que independe do fluxo de visitantes, afetando também a saúde pública. O registro de 1129 lesões corporais, somado a 704 casos de tráfico de entorpecentes e 128 homicídios, desenha um panorama de criminalidade enraizada. O tráfico, em específico, atua como um vetor de retroalimentação para os delitos menores, onde a dependência química impulsiona a prática contínua de furtos durante os meses de baixa temporada, como julho, que apresenta o menor volume absoluto do ano com 1303 registros, mas mantém o furto na marca de 61 por cento.

Portanto, a percepção de segurança urbana aplicada à cidade exige uma revisão das táticas de patrulhamento. A evidência dos dados desmistifica a ideia de que o risco é um problema exclusivo do verão. A migração territorial das ocorrências para novos bairros em março e a antecipação do pico criminal para novembro exigem que as forças de segurança adotem um modelo de transição gradual. Sem essa adaptação, a desmobilização abrupta de efetivos será sempre uma janela de vulnerabilidade rapidamente explorada.

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Análise temporal cobrindo 08/2023 até 02/2026
Fontes combinadas: Combina registros oficiais (SSP-SP) e cobertura jornalística. Ocorrências na mídia são classificadas via IA. Ver metodologia

Sobre os dados

Padrões sazonais calculados a partir de registros oficiais da SSP-SP e ocorrências extraídas de portais de notícias locais. Período: Agosto 2023 a Fevereiro 2026. Os dados são agregados por mês do calendário para revelar tendências cíclicas. Ver metodologia